Atualizado: 5 de Nov de 2018


Foto: Blog da Mari Calegari


Será porque são imaturos?

Será influência daquele professor de história?

Mas naturalmente eles envelhecem, casam-se e progridem na carreira.

Um dia os filhos deles nascem, um buffet infantil é contratado, a família vai à Disney e depois os meninos são despachados para a Austrália.

Então seus filhos ingressam na faculdade e chegam em casa com a obra de Eduardo Galeano.

E começam a pelejar com seus pais conservadores. Aqueles mesmos que um dia foram rebeldes.

Filhos de esquerda querem trocar o sistema. Pais de direita querem reformá-lo.

A história tem mostrado excesso e pecados em ambos os lados.

Talvez esse debate possa estimular que pais e filhos sentem à mesa para discutir seus planos individuais e coletivos.

Será uma experiência magnífica e que superará qualquer obstáculo ideológico.

O mundo precisa de pessoas dispostas ao diálogo. Inclua seus filhos na sua agenda.

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Dia 23 de outubro, no 2º Encontro de Universidades, a Monja Coen irá conversar sobre Propósito com a Diretora Executiva do Bradesco, Glaucimar Peticov. Por que uma monja deveria discutir este assunto com uma executiva?


O budismo fala que a raiz de todos os males da humanidade é a ignorância. As empresas preocupam-se cada vez mais em formar seus quadros. Então, seguindo os princípios transdisciplinares, as Tradições Espirituais estão alinhadas à gestão empresarial na busca de iluminação e tratar dos assuntos essenciais torna-se meta para os líderes espirituais e empresariais.


Propósito é nossa Missão Superior, a obra-prima de cada um de nós. Ele transcende qualquer dimensão. Não é mais possível, pois as novas gerações não aceitam, trabalhar apenas o Propósito na vida particular e esquecer a parte profissional. Nosso trabalho tem que ter Propósito! Senão, a vida fica sem cor e o tempo gasto no trabalho torna-se um desperdício.


Corporações, Universidades e as Tradições Espirituais precisam construir pontes, que unam os muros que são erguidos a cada dia. Discutir o tema entre representantes diversos da ação humana mostra que não é possível tratar as pessoas de forma fragmentada. Tudo está no Todo e o Todo está em tudo.


Estou muito ansioso para assistir o diálogo entre a Monja Coen e a Glau (como é carinhosamente chamada pelos seus amigos e funcionários). Este encontro nos traz esperança de que é possível um novo desenho organizacional, unindo Mente, Coração e Espírito.


Reserve um tempo na sua agenda para vivenciar esta experiência. O maior desafio dos executivos é saber escolher os tesouros escondidos em suas agendas diárias.

Sidarta Gautama, o Buda, encontrou a iluminação quando se deparou com o Caminho do Meio. Se apertar muito, a corda arrebenta. Se deixar frouxa, o som não emana. Viver é afinar o instrumento, de dentro pra fora, de fora pra dentro, como dizia Walter Franco.


Até lá!

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Dizem que se a Vila Madalena acabasse, 80% dos projetos sociais em andamento no Brasil desapareceriam. O bairro é descolado, com vida cultural agitada e com uma moçada engajada na Nova Economia.

Os jovens da Terceira Revolução Industrial eram viciados em trabalho e acreditam no mercado como potencializador do sucesso, do dinheiro e como regulador das relações sociais.

Os jovens da Vila Madalena, representantes da Quarta Revolução Digital, não acreditam em acumular ativo fixo, como carro, imóveis, etc, adoram compartilhar, são socialmente responsáveis e buscam Propósito para suas vidas. O mercado não é mais uma unanimidade.

Mas qual projeto de mudança possui essa rapaziada?

Qual modelo econômico pode responder aos anseios por distribuição de renda, produtividade e preservação ambiental?

Quais formas de trabalho podem deixar a atividade humana mais leve, participativa e com Propósito?

Os jovens da Vila Madalena precisam desenhar uma nova proposta política, social, econômica e espiritual. Fácil, né?

Mas o maior desafio é como envolver os movimentos sociais, de forma que a dinâmica não seja algo descolado das bases da sociedade brasileira.

Não é claro se nas próximas eleições haverá algum novo projeto para o Brasil, que nos tire do atraso e do sistema oligárquico.

Também não se sabe se existe uma linha principal defendida pela moçada do Beco do Batman.

O debate está aberto e o mercado precisará descobrir novos caminhos para se relacionar com estes jovens. O mesmo vale para o Estado brasileiro, que necessitará de outros rumos.

O desafio está posto e ultrapassa em muito os bares e os espaços de coworking da nova classe de líderes brasileiros.

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